Nasceu no dia 7 de Setembro de 1862 no lugar de Aldeia. Emigrou cedo para o Brasil e em pouco tempo, devido à sua inteligência e às suas capacidades laborais e empreendedoras, atingiu grande fama e fortuna.

Foi o quinto Presidente do Clube Vasco da Gama do Rio de Janeiro (Brasil) (www.crvascodagama.com). Foi eleito de maneira unânime no dia 26 de Agosto de 1900, uma época difícil para o Vasco em termos materiais e financeiros, afinal o clube tinha acabado de sair de uma grave cisão que quase colocou um ponto final na história do clube.

O novo presidente foi o criador da casa de móveis Leandro Martins, de muito sucesso no Rio Antigo, e que até hoje é referência em antiquários pela qualidade dos móveis que produzia. Os vascaínos, com justa razão, viam nele o homem certo para comandar um clube que naquele ponto lutava pela sua sobrevivência.

O presidente mandava vir os materiais necessários para a confecção e conserto dos barcos vascaínos da sua própria indústria de móveis, solucionando um dos maiores problemas do Vasco. Além disso, iniciou um projeto de iluminação a gás ou elétrica para a sede da Travessa Maia, substituindo os lampiões de querosene. Por esse feito, foi agraciado com o título de benemérito do Vasco em 1902.

Essas iniciativas pareceram animar os vascaínos, e seus diretores e associados foram atrás de novos sócios para o clube, já que então, as duas únicas fontes de receita de um clube eram a jóia e mensalidade dos sócios e as doações espontâneas destes mesmos associados. Dois meses depois de eleito, o Vasco de Leandro Martins já registava um aumento de 71 sócios, considerando a época, sem dúvida é um número impressionante.

É o único presidente do Vasco que tem uma rua batizada em sua homenagem, localizada no Centro do Rio.

Leandro Augusto Martins foi também um grande benemérito para Valongo do Vouga, por dádivas feitas à comunidade, nomeadamente o dinheiro para que se construíssem as escolas primárias de Arrancada e para preparar todo o terreno em redor.

 A Junta de Freguesia de Valongo do Vouga deu o seu nome à rua que contorna a sua quinta na Póvoa.

 

 


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