Jogar à Bola

O jogo da bola foi algo habitual ao longo de todo o século XX na Vila de Valongo do Vouga, quer no meio infantil, quer no meio juvenil, especialmente entre vizinhos e grupos de amigos.

A bola podia ser qualquer coisa mais ou menos esférica. Na falta de melhor, usava-se qualquer coisa que rolasse, como uma pedra, uma lata vazia ou uma bola de trapos.

A baliza (marca no chão) podia ser feita com o que estivesse à mão: pedras, paus, tijolos, paralelos, camisolas, mochilas da escola, etc.

O campo podia ser a estrada, um largo, um pinhal, uma terra, um pátio...

O jogo podia durar até a mãe do dono da bola chamar ou até escurecer.

As equipas formavam-se quando os jogadores se dividiam por dois grupos, sem que nenhum ficasse no banco.

Podiam ocorrer substituições caso a mãe ou a avó de algum jogador o viesse buscar pelas orelhas para fazer os deveres (ou qualquer outra tarefa em falta) ou se alguém aparecesse no decorrer do jogo e quisesse entrar.

Não havia árbitros, pequenas discussões resolviam as divergências.

Poderiam acontecer pequenas interrupções se a bola saísse para fora do campo designado ou se passassem veículos de grande porte no campo.

Os casos de litígio eram resolvidos à porrada e as feridas e os joelhos esfolados eram resolvidos em casa com mercúrio e água oxigenada.



Jogo do Pião

Material: - Um pião e um cordel por participante

 Nº de participantes: - Variável

Espaço de jogo: - Um círculo com +/- 1,50m de raio, para onde todos os participantes deverão lançar o seu pião, segundo uma ordem previamente sorteada.

Objetivos: - Conseguir lançar o pião de forma a que gire no chão durante algum tempo arredando para fora do círculo o(s) pião(ões) que lá tiver(em) ficado e simultaneamente saindo também para continuar em jogo . Depois da 1ª rodada de lançamentos, começará o jogo, tendo como objetivo deitar fora do círculo, os pião(ões) lá deixado(s).

Preparação e lançamento do pião: - O cordel enrola-se à volta do pião, começando a enrolar da ponta até ao meio do pião, tendo que sobrar um bocado que chegue para pôr à volta da mão. Depois pega-se na pontinha do cordel e lança-se ao chão, com um movimento de pulso. O pião irá girar, devido à força e ao jeito com que se puxa repentinamente o cordel, imprimindo-lhe um movimento de rotação.

Desenvolvimento: - Depois da 1ª rodada de lançamentos, começará o jogo, tendo como objetivo deitar fora do círculo, o(s) pião(ões) lá deixado(s).

O(s) jogador(es) cujo pião ficar dentro do círculo ficará(ão) “de fora”, deixando lá o pião que os outros jogadores, um de cada vez, procurarão atirar para fora do círculo tentando “picá-lo”. O jogador que o conseguir fazer ganhará 50 pontos.

Nota: - O pião poderá ser “aparado” (apanhado do chão, com a mão, enquanto gira e mantê-lo a girar na mão) pelo jogador que o lançou, e que depois de o fazer dançar na mão, o tentará lançar novamente, na tentativa de “picar” o(s) que se encontra(m) dentro do círculo, empurrando-o(s) para fora e simultaneamente saindo também, para continuar em jogo.

Regras:

1 - Os lançamentos são feitos de acordo com a ordem sorteada e sempre um de cada vez.

2 – O jogo é constituído por 3 séries de lançamentos, portanto, cada jogador terá 3 tentativas para “picar” o pião no interior do círculo.

3 – Se o(s) pião(ões) que está(ão) “de castigo” não for(em) atingido(s) sai(aem) do castigo ficando “de castigo” o(s) que tiver(em) ficado dentro do círculo.

 
 
 
 
 
 
 

Jogo da Macaca

Primeiro, tinha-se de desenhar a macaca no solo, com um objecto pontiagudo ou com giz.  O espaço em volta da primeira casa é a terra (onde se desenhava uma pequena portinha para por o pé) e o espaço a seguir aos últimos quadrados era o céu.
O primeiro jogador lança a sua pedra, para a primeira casa. Se a pedra tocar no risco ou sair para fora, o jogador perde a vez, e jogará o seguinte. S
e a pedra ficar dentro da casa, o jogador terá que fazer o percurso para a apanhar. Esse percurso consiste em saltar ao pé-coxinho de casa em casa, excepto na que tem a pedra. Nas casas duplas, o jogador terá que saltar com os dois pés ao mesmo tempo. Chegando às últimas casas salta, rodando no ar, sobre si mesmo caindo nas mesmas casas. Reinicia agora o percurso inverso até chegar à casa anterior, que tem a pedra e apanhá-la, equilibrando-se apenas num pé.
Se o jogador conseguir alcançar de novo a terra, volta a lançar a pedra, desta vez para a próxima casa, e realiza novamente o percurso. Se falhar ou pisar o risco a fazer o percurso, passa a vez ao jogador seguinte, e na próxima jogada partirá da casa onde perdeu.
O jogo termina quando todas as casas estiverem assinaladas, isto é “está feita a macaca”. Ganha o jogador que primeiro acabar a macaca.

Alternativamente e para aumentar o grau de dificuldade, podia o primeiro jogador a acabar ter de se por de costas e acertar no céu, tendo de ir buscar a pedra de olhos fechador, segundo as mesmas regras.

 

 

Apanhada ou Pega Pega
Uma jogador é escolhido para ser o que apanhador. Os jogadores delimitam o espaço, relativamente pequeno. Então, os jogadores  espalham-se pelo espaço e o apanhador corre atrás dos jogadores, tentando tocá-los. Se tocar com a mão em alguém, esse será o novo apanhador. Como este jogo era extremamente cansativo, os jogadores delimitavam um pequeno espaço, conhecido pelo palanque, onde apenas podiam estar uns segundos, e no máximo dois jogadores em sinultâneo. Durante o tempo que ai estivessem, não podiam ser tocados, estavam a salvo do apanhador.

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