A tarefa de lavar a roupa, de forma manual, foi levada a cabo até meados dos anos 80 no rio e nos ribeiros da freguesia. Apesar de terem sido construídos bastantes lavadouros, muitas mulheres preferiam a corrente límpida do rio e todo o ambiente envolvente para tratar das suas roupas. Era normal no local da graganta estarem várias peças de vestuário estendidas pela erva. Havia ainda algumas pedras, ao longo do rio Marnel, próprias para este ato de lavar, esfregar e bater com a roupa. Esta tarefa era sempre acompanhada de muitas conversas e cantorias. É de salientar que esta tarefa era realizada, independentemente do tempo metereológico, pelo simples fato de esta ter de ser feita. Conta-se que , muitas das vezes, as calças eram lavadas para levar para a fábrica no dia seguinte e postas a secar ao lume durante a noite.

A partir dos finais dos anos 80, já poucas eram as casas que não tinham máquina de lavar roupa. No entanto, o uso dos tanques públicos continua a verificar-se em peças de grande volume como tapetes e passadeiras.

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