Filho de António Pereira Vidal Xavier e Margarida da Silva Bastos. Nasceu a 29 de Outubro de 1902 e morreu a 25 de Março de 1976, no lugar de Arrancada.

O seu primeiro emprego foi o de caixeiro numa loja de um patrão bastante dado às letras - o sr. Armando Castela, comerciante de Águeda - que muito o influenciou e recomendou a seu pai que o colocasse a estudar, dado que ele perdia mais tempo a escrever do que a trabalhar e a atender os clientes.

 

Aos 18 anos de idade iniciou os estudos universitários, formando-se em Engenharia Civil pela Universidade do Porto a 05/12/1931. Iniciou a sua atividade de Engenheiro Civil na Junta Autónoma de Estradas, tendo passado pela Direção Geral de Lisboa, pelo Alentejo e pela Guarda. A sua actividade na Junta Autónoma de Estradas terminou na cidade de Coimbra, onde desenvolveu e encontrou meios para a sua vocação para as letras.

É durante este período da sua vida que casa com Dulce da Costa Vidal Xavier, com quem veio a ter quatro filhos, Maria Margarida, António Manuel, Maria Teresa e João.

 

 Depois de muito tempo a trabalhar para o Estado, regressou à sua terra natal. Preocupado com os problemas sociais da terra, tornou-se Presidente da Câmara Municipal de Águeda (de 05/03/1964 a 19/11/1967), tendo como objectivo principal fornecer água potável às populações entre outros melhoramentos. A cidade atribuiu o seu nome a uma das principais ruas.

Foi também Presidente da Direcção da Cooperativa agrícola dos Lavradores de Águeda.

A escrita foi também uma área muito importante na sua vida. Foi pioneiro do neo-realismo, surgindo na vanguarda dos "Novos Prosadores" da Coimbra Editora com o seu romance "Cana ao Vento" publicado em 1944. Também são da sua autoria os romances:

"Novos Claustros da Montanha", 1953;

"Arame Farpado", 1964;

"Galope na Sombra", 1970;

"O Pátio" 1964;

"A Zorra", 1975.

Foi também colaborador de vários jornais, entre eles a «Soberania do Povo» e «Valongo do Vouga». Neste escreveu alguns contos, como é o caso de «Quasimodo».

Em 2002 a Casa do Povo de Valongo do Vouga comemorou o centenário do seu nascimento com a 2ª edição do primeiro romance «Cana ao Vento».

 

 

 

 

 


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